“Empresários de ônibus dão desculpa esfarrapada para aumentar tarifa”, diz especialista
16/11/2017 – 08h25
Marcus Marinho
Enquanto empresários de ônibus do Rio brigam na Justiça para tentar aumentar o valor das tarifas – os passageiros continuam pagando caro por um serviço de qualidade duvidosa. O valor caiu para R$ 3,40 por determinação da Justiça, que considerou os últimos reajustes abusivos – e nas ruas, não é difícil encontrar ônibus superlotados, sujos, e muitas vezes com baratas e pneus carecas.
“Me desculpe a expressão, mas quando o empresário reclama que não tem lucro, me parece uma desculpa esfarrapada. É pressão para tentar ganhar mais”, diz o engenheiro especialista em transportes, Mário Manhães. “Quando a empresa assina o contrato de licitação, técnicos fazem um estudo de gastos e lucros. Então, se alguma coisa saiu errada, é porque erraram as contas. Mas acho isso muito difícil, porque eles têm profissionais altamente gabaritados”, complementa.
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Hoje, às 13h, a Justiça Federal do Rio terá uma audiência extraordinária para decidir se aceita os pedidos de prisão de três influentes deputados do PMDB: o presidente da Alerj, Jorge Picciani, o ex-presidente da casa, Paulo Mello, e o líder do governo, Edson Albertassi. Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, todos movimentaram milhões de Reais em propina, e em troca, trabalharam pela isenção de impostos das empresas de ônibus.
“A investigação diz que o estado deixou de arrecadar mais R$ 180 bilhões. E o governo está respirando aliviado com um empréstimo de R$ 2 bilhões. Imagina só, o que poderia ser feito com os R$ 180 bilhões. Teríamos transporte, saúde e segurança funcionando”, comenta Manhães. “A corrupção atrapalha até a fiscalização”, conclui o engenheiro.

